4 de nov. de 2012

OUVINDO VOZES






Vivemos em um mundo e nos permitimos dele participar quando ao darmos ouvidos às vozes que nos rodeiam, pela consecução e harmonia dos fatos e do modelo qual decidimos como primordial em nossa vida . Há várias vozes que estão em nossa volta e que de alguma forma acaba por nos influenciar, e isto sem atribuir se para o bem ou para o mal, já que somos seres sujeitos à influência do mundo que nos cerca.
Somos responsáveis por nossas decisões quanto ao que nos alimentamos, pois que o que colocamos em nossa boca será levado ao estômago e de lá digerido e conduzido pelo sangue para o fortalecimento do corpo. Dessa mesma forma somos responsáveis por aquilo que ouvimos, pois as palavras adentrarão nossos ouvidos e propiciarão nosso comportamento e nortearão nossa conduta.
O estilo de conduta ao qual nos rendemos é decorrente da influência da voz que ouvimos e da qual nos alimentamos, pois cada argumentação vem a nós permeada de valores, ainda que implícitos. Assim como o que entra por nossa boca nos nutre, o que entra em nossos ouvidos também. Daí a importância de saber como e do que se nutrir, já que nossos ouvidos “degustarão” as palavras que adentrarão nosso coração.
Hoje, uma parte grande da população está se nutrindo da mídia quer televisiva ou escrita que ditam valores para formar um modelo de sociedade moldado e ajustado ao padrão aceito como adequado para a sociedade.
O apóstolo Paulo, em sua segunda epístola aos Coríntios, propõe aos cristãos que “as más conversações corrompem os bons costumes”. Com isso, Paulo estabelece o cuidado que o cristão tem em escolher com muita atenção do que irá se alimentar.
Muitas de nossas tomadas de posição são com base na nossa emoção, por se ouvir nossos sentimentos, ou como afirmam alguns por se seguir o coração. Em contraste a essa opinião está a passagem bíblica do livro do profeta Jeremias, que no capítulo 17 e versículo 9 escreve:Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”.Percebe-se que muitos dos erros do homem são cometidos por sujeição às emoções que o afetam.
Outra voz que é muito ouvida e obedecida é a do senso de conhecimento, pois há quem se orgulhe do que possui de informações e não aceita nenhuma controvérsia e, dessa forma, passa por momentos de apuros. Todo orgulhoso pensa que sabe mais do que os outros e por isso não se submete a ninguém, atraindo sobre si dores e apertos.
Há quem proponha ouvir a própria consciência para se dirigir e alcançar seus alvos, mas a consciência pode sofrer transtornos e ser manipulada pelos valores dos quais se convive. Para explicar esse ponto abordo alguns provérbios populares t ais como: “pecado é roubar e não poder carregar”, “ladrão que rouba ladrão merece cem anos de perdão”, “achado não é roubado”, “o mundo é dos espertos”. A opinião formada pela consciência é fruto de influenciação do modelo considerado normal ou comum entre os que protagonizaram sua infância e adolescência. Quanto maior for o grau de imoralidade, volúpia, lascívia e corrupção da comunidade, oikos,família em qual o indivíduo fosse educado, essa condição de consciência ficaria sujeita aos padrões de aceitação.
Por ultimo relato os que desejam se alimentar, ouvir da Palavra de Deus e por ela se deixar dirigir com lemos em Hebreus 5:13 – “Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino”. Nesse texto o apóstolo Paulo atribui a Palavra do Senhor como alimento indispensável.
A voz que você ouve é aquela que vai te dirigir. Em nossa vida somos responsáveis por nossas tomadas de decisão e, portanto cabe a cada um assumir seus atos. O Senhor Jesus está sempre convidando o homem a ouvir de seu conhecimento, pois Ele tem toda a informação necessária para o homem viver bem!
Faz-se necessário entender que existem vozes demoníacas e que há aqueles que as ouvem, mas isso deixo para comentar em ma outra hora.
Quero enfatizar é que para tomarmos uma decisão, usamos de uma plataforma, que é basear em uma opinião alheia, e que muitas vezes influenciados por outras pessoas das quais quase nada sabe a nosso respeito.
 





25 de jun. de 2012

O viver pela cruz


Na vida cristã esteja certo disso, não é um mero passeio onde nos rodeamos de ilusões, nem uma forma de piedade na qual adormecemos. Ela é uma corrida.
Em várias ocasiões, o Espirito Santo inspira o apóstolo Paulo a descrevê-la através de figuras tomadas do esporte grego.
Eis um exemplo: “Igualmente o atleta não é coroado, se não lutar segundo as normas”. (II Timóteo 2:5).
Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o premio? (I Coríntios (9:24).
A vida cristã exige esforço, disciplina e consagração absolutos; que isso não o espante. O começo desta corrida é na cruz, onde confuso, humilhado pelo seu pecado, você aceitou Jesus Cristo como seu Salvador. Muitos se contentam com isso e não continuam adiante. Que não seja assim com você, pois é justamente após esta experiência que a corrida começa! A pista está diante de você, e Deus em Sua sabedoria fará com que você a conheça progressivamente. Os obstáculos devem ser superados, e não contornados; as dificuldades devem ser vencidas, e não evitadas.
Que toda a energia de seu ser se concentre nesta corrida.
Corra de modo a alcançar o premio!
(H.E.Alexander).
Retirado do blog Um eterno aprendiz http://atavares537.blogspot.com.br/
 

16 de jun. de 2011

As Guerras e a Globalização

A guerra, por ser um dos fenômenos que mais duramente tem afetado a humanidade, tornou-se objeto de estudo por parte da sociologia.

As sociedades de caçadores e recoletores, bem como as sociedades agrárias e pastoris não dispunham de exércitos, mas tão somente de uma tecnologia destrutiva muito rudimentar.

O desenvolvimento dos Estados-nação levou à constituição dos primeiros exércitos regulares. Enquanto até ao séc. XX as guerras eram limitadas à resolução de conflitos entre dois ou três estados, a história europeia do séc. XX foi moldada pela guerra total.

A guerra total resulta da industrialização da guerra e da aquisição de uma tecnologia destrutiva maciça e altamente especializada, bem como do desenvolvimento de uma organização bélica altamente sofisticada. As organizações militares tornaram-se burocráticas, com corpos permanentes de profissionais especializados e um serviço militar obrigatório para todos os homens, imposto pelos estados.

O séc. XX foi o mais destrutivo de toda a história da humanidade, pois a 1ª como a 2ª Grande Guerra foram globais envolvendo praticamente todos os estados independentes do mundo. Durante as guerras mundiais e durante a Guerra Fria, a indústria de armamento tornou-se um importante sector da economia mundial e os orçamentos militares não pararam de crescer até ao final dos anos 80. O fim da guerra fria representou um abrandamento nos gastos militares do Ocidente, continuando, no entanto, a gastar-se muito nos países do Terceiro Mundo.

Apesar do fim da Guerra Fria, continuam a colocar-se sérios problemas de segurança militar no mundo, considerando a proliferação de armas nucleares e químicas por toda a Terra. A segurança internacional ainda vive sob a ameaça do retorno à guerra total.

Na era em que vivemos, marcada por uma economia globalizada, onde predomina a ideologia neoliberal, há uma transformação dos paradigmas relacionados a questões sociais, soberanas, educacionais e humanas.

Neste contexto, as relações econômicas são reguladas pelo mercado num mundo sem fronteiras, de reestruturações tecnológicas, que afeta tanto as formas de produção, organização e gestão empresarial quanto à própria natureza do Estado e a sua função enquanto instituição reguladora e promotora do bem-estar social e econômico. O Estado, enquanto nação soberana, transforma-se em um Estado fraco, sem condições de impor sua autonomia frente às imposições da globalização e seu Estado dominador supranacional.

Após alguns anos da implantação desta nova ordem global de liberação econômica, privatizações e revoluções tecnológicas, verifica-se que ocorreram muitos avanços na área da tecnologia, nos meios de comunicação e informação entre outros; mas por outro lado, trouxe muitos prejuízos nas áreas sociais, econômicas, educacionais e humanas para muitas pessoas que não são beneficiadas pelos impactos tecnológicos.

Desta forma, presencia-se toda uma discussão a respeito da intervenção do Estado na promoção do interesse público, nas suas mais diversas áreas e nos vários níveis de intensidade, conciliando a responsabilidade ou dever de conduzir uma economia de mercado estabilizada perante o sistema financeiro internacional, com os problemas sociais urgentes, que ainda precisam ser resolvidos, principalmente nos países periféricos.

Nesta nova era mundial (Era Globalizada), na busca por novos mercados e pela internacionalização da produção, faz-se necessário diminuir as fronteiras de Estados nacionais, flexibilizando-os e tornando-os muitas vezes, principalmente os países menos desenvolvidos, em meros consumidores de produtos industriais e em fontes de matéria-prima e mão-de-obra barata.

Os países, principalmente os periféricos, tiveram que se submeter a todas essas exigências, estes ajustes estruturais, como condição para renegociarem suas dívidas externas com as agências financeiras multilaterais, pois só depois que as economias fossem liberalizadas o capital global entraria nesses países e estes, não por acaso, já estavam com as suas economias deterioradas após a primeira etapa de globalização financeira na década de oitenta.

Os Estados nacionais, que por quase todo o século passado tinham como um dos seus principais objetivos a promoção do bem-estar social e econômico da nação e era um instrumento de defesa desta, foram se enfraquecendo a medida que avançava o processo de globalização ou de transnacionalização, reduzindo a proteção externa de suas economias, adaptando-as com as economias mundiais e diminuindo a sua capacidade de controlar os fluxos de pessoas, bens e capital.

Outra característica marcante desse processo é que, com a globalização, houve um drástico aumento na diferença entre os países pobres e ricos e também entre os pobres e os ricos de cada país. Alguns autores afirmam que não há globalização efetivamente, pois à medida que se abrem as fronteiras econômicas pelo mundo, se reforça as fronteias econômicas dos países hegemônicos ou centrais e o comércio internacional ocorre em situações desiguais, entre países com condições sócio-econômicas e culturais diferentes.

A globalização da pobreza, sendo resultante de tal fato também o desemprego, a destruição das economias de subsistência e a minimização dos custos salariais à escala mundial.

Na medida em que os Estados nacionais já não são mais o único sustentáculo dos sistemas econômicos, estes se encontram com um elevado grau de exposição e vulnerabilidade, submetidos a tensões de diferentes lógicas de funcionamento que movem os mercados globais, permitindo que Estados hegemônicos, controladores do processo econômico em escala mundial, determinem suas leis e a forma de condução das políticas sociais e educacionais.


Referências
LAKATOS, Eva Maria. Sociologia Geral. 7. Ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1999.
http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/6009/A_Constituicao_Federal_e_os_Direitos_Sociais_Basicos_ao_Cidadao_Brasileiro
http://www.centrorefeducacional.com.br/estaeduc.htm

O Desafio da Educação na Era da Informática


Ao discorrer sobre os efeitos cada vez mais presentes da tecnologia, da comunicação e da informação no cotidiano das pessoas, assim como no ambiente escolar (não na forma de conteúdos pedagógicos porque a escola ainda trata os meios de comunicação como um clandestino, um invasor dos seus muros; mas extra-classe, como nas conversas dos corredores, no recreio), McLuhan (1969) tece comentários ao arcaísmo em que se encontra a educação, enclausurada em modelos e métodos nos quais as evoluções sociais e tecnológicas, em especial, não são acolhidas. Seu principal foco de crítica é a estandardização do ensino – ou seja, a modelagem dos indivíduos sem respeitar suas diversidades, seus tempos e espaços, ao lhe impor uma educação linear e seqüencial, baseada em lições, livros, horários, calendários de atividades, salas estrategicamente separadas, currículos e conteúdos que não suscitam no estudante o engajamento, a descoberta do novo, mas apenas a repetição de velhas fórmulas – ancorado na disciplinarização e sujeição do homem, com objetivo de produzir “um corpo dócil, que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado” (Foucault, 2004, p. 118).

Esse tipo de escola mostra-se apenas preocupada em atender as necessidades e demandas da máquina social, ou seja, recrutar e formatar indivíduos, transformando-os em operários-padrão especializados. Segundo ele, nesta ótica, à escola e ao professor cabe a tarefa de moldar o homem, especializando-o numa área, parcializando-o, criando um ser amorfo e acrítico à sociedade que o cerca, isto é, construindo um sujeito competidor altamente treinado e qualificado. As conseqüências deste projeto educacional, alerta o teórico, têm sido mimetizar o indivíduo e suscitar a competição. Segundo ele, nesta ótica, à escola e ao professor cabe a tarefa de moldar o homem, especializando-o numa área, parcializando-o, criando um ser amorfo e acrítico à sociedade que o cerca, isto é, construindo um sujeito competidor altamente treinado e qualificado. Pois, para ele, educar não é sinônimo de formar e manter homens a meio caminho de suas possibilidades de desabrochamento, mas, ao contrário, abrir-se à essência e à plenitude da sua existência” (McLuhan, 1969, p. 57-58).

Esta especialização, ou como McLuhan classifica, estandardização, que atende apenas às políticas e aos interesses dos sistemas produtivos, não valoriza o homem no seu todo; ao contrário, traz no seu cerne os efeitos de, ao formatar o indivíduo igualando-o, de torná-lo uma peça de fácil substituição na engrenagem da máquina produtiva de bens e de consumo.

A crítica de McLuhan tem como endereço o modelo, cada vez mais profissionalizante e formatador, em que as escolas se inseriram. Ou seja, ao invés de promover/encorajar as multiplicidades humanas, dando-lhes chances de descobrir em si suas potencialidades e capacidades, quer-se pré-fabricar indivíduos, robotizá-los, igualando-os e nivelando-os por baixo. O autor alerta que a escola tem se afastado cada vez mais do seu objetivo, o de ser um centro aberto de debates, sem muros, sem cercas, para tornar-se uma produtora e repositora de mão-de-obra especializada, como se a ela coubesse o papel de recrutar operários para os setores de produção, seja na iniciativa privada ou no aparelho estatal.

O maior desafio dessa educação da era eletrônica é rever a questão modular hierarquizada, esquadrinhada, em que se encontra a escola, o que para tanto é preciso que os professores deixem de ser meros reprodutores de um “saber” específico, como eram os leitores de pergaminhos em tempos medievais, e assumam a cena como construtores de saberes múltiplos, promovendo o diálogo entre as culturas e as diversas visões do mundo que chegam à sala de aula por meio dos educandos com suas tradições, vivências, experiências (historicidade), e também através dos meios de comunicação.

Em tempos de aldeia global, o professor-informante e o aluno-ouvinte estão fadados a personagens de uma narrativa do passado. Ao professor e ao aluno cabem o papel de promover as discussões críticas das mensagens e construir novos conhecimentos a partir destas experienciações. Na dimensão propiciada pelo uso adequado das novas tecnologias de comunicação, a “escola-planeta” decreta o fim do esquema da memorização, do condicionamento, das respostas prontas, desde que não se mantenha uma atitude passiva diante da mídia.

Apesar de todas as novidades agregadas ao campo da educação e da pedagogia, a escola enquanto estrutura medievalizada de claustro, e formatadora de homens, deixa de ser atraente aos estudantes desta era eletrônica. Estes respondem ao poder que os a-sujeita com insubordinação, e uma destas formas de sublevação pode ser entendida como a repetência, a evasão e o abandono escolar, cujos níveis percentuais mostram-se inaceitáveis.

Assim, torna-se imperativo decretar o fim do sentido teatral-feudal que os estabelecimentos de ensino têm hoje, onde o palco é a sala de aula, o professor o ator único com seu monólogo já corroído pela velocidade com que se produz informação/conhecimento, e o aluno uma platéia-ouvinte que, alijado do processo de mediar a construção dos saberes trespassados por uma cultura não-homogênea do conhecimento técnico-científico dado como verdade, fica privado do sentido da comunicação posta aqui como “tornar comum a experiência”. Desta forma, quanto mais diferentes forem os indivíduos, mais possibilidades eles terão de transmitir uns aos outros suas experimentações, vivências e olhares. E este parece ser o papel da escola, da educação, do mestre: constituir pessoas, não máquinas, nem operários.


Referências
http://www.infoescola.com/informatica/hipertexto/

McLuhan e seu conceito de "aldeia global"

Herbert Marshall McLuhan nasceu em 1911, no Canadá. Formado pela Universidade de Manitoba, lecionou em diversas faculdades de seu país até conseguir o Ph.D. em Cambridge, em 1942. Tornou-se professor titular de literatura na Universidade de Toronto em 1952, cargo que exerceu durante toda a sua vida. Autor de inúmeros artigos para revistas científicas, tornou-se mundialmente famoso em 1964 ao publicar Understanding Media, onde expunha suas teses sobre a tecnologia e o conhecimento. Acumulando prêmios, defensores e inimigos, McLuhan publicou outros livros divulgando suas idéias, mantendo sempre a linha polêmica até sua morte, em 1980.

Criador da idéia de "aldeia global" trouxe para a educação novo enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação. "Uma rede mundial de ordenadores tornará acessível, em alguns minutos, todo o tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro". Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Quando foi dita, há quase 40 anos, parecia extraída de um livro de ficção. O autor, um canadense chamado Marshall McLuhan, foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam.

Em seu livro “Understanding Media”, que, em português ganhou o título de Os meios de comunicação como extensões do homem , de 1964, a grande novidade do autor em relação à educação é o enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação – mais uma vez, adiantando-se à criação de um campo de estudos, Comunicação e Educação, que só seria explorado na década dos 90.

McLuhan, em seu livro Revolução na Comunicação, explica que a maior parte da aprendizagem ocorre fora da sala de aula. A quantidade de informações transmitidas pela imprensa excede, de longe, a quantidade de informações transmitidas pela instrução e textos escolares. propõe que, até o surgimento da televisão, vivíamos na "galáxia de Gutemberg" onde todo o conhecimento era visto apenas em sua dimensão visual. Sua idéia é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido oralmente, por lendas, histórias e tradições. Quando Gutemberg inventou a imprensa, permitiu que o conhecimento fosse mais difundido. Mas, por outro lado, reduziu a comunicação a um único aspecto, o escrito. "Antes da imprensa, o jovem aprendia ouvindo, observando, fazendo. A aprendizagem tinha lugar fora da aula", explica o autor.

Lauro de Oliveira Lima, um dos maiores especialistas brasileiros em Jean Piaget mostra, em Mutações em Educação Segundo McLuhan, que "o professor brasileiro não atingiu sequer a utilização do livro. Comporta-se ainda como o 'lector' medieval que recitava papiros e pergaminhos para uma platéia analfabeta". McLuhan era crítico feroz da escola tradicional, o autor canadense aponta os defeitos do sistema atual, que, segundo ele, prefere criticar a mídia, em vez de utilizá-la como aliada na educação. Afirma ainda que "a educação escolar tradicional dispõe de um impressionante acervo de meios próprios para suscitar em nós o desgosto por qualquer atividade humana, por mais atraente que seja na partida".

Segundo McLuhan o ponto de partida para a educação é a vontade do aluno em aprender. "Onde o interesse do estudante já estiver focalizado, aí se encontra o ponto natural de elucidação de seus problemas e interesses", completa.  "A educação escolar tradicional suscita em nós o desgosto por qualquer atividade humana".

Um de seus mais famosos conceitos é o de "aldeia global". Em seu livro O meio é a mensagem  afirma que "a nova interdependência eletrônica cria o mundo à imagem de uma aldeia global". Quando ele falou isso, a coisa mais parecida com internet que existia eram as redes de computadores militares norte-americanas. Computador pessoal era apenas um sonho, distante.

A evolução tecnológica deixa de ser mera coadjuvante na vida social e o próprio meio passou a ser a principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na internet, por exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se interessantes justamente por que estão em um novo meio de comunicação. Uma das mais curiosas idéias de McLuhan é a de que "os meios de comunicação são extensões do homem". Assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade, extensões dos sentidos do homem.

McLuhan já dizia que o estudo deveria ser uma atividade divertida. A escola, para ele, ainda não tinha percebido essa realidade óbvia. E completa: "É ilusório supor que existe qualquer diferença básica entre entretenimento e educação. Sempre foi verdade que tudo o que agrada ensina mais eficazmente".





Referências

http://www.infoescola.com/informatica/hipertexto/

2 de mai. de 2011

O PAPEL DO EDUCADOR E A UTILIZAÇÃO DO JOGO NA ESCOLA




O papel do educador na educação infantil é de suma importância, pois é ele quem organiza e cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz mediação da construção do conhecimento.

As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra e estimular para o desenvolvimento do ir além, portanto é necessário conhecer a teoria de Vygotsky.

Ao observar uma brincadeira e as inter-relações entre as crianças em sua realização, o educador aprende bastante sobre seus interesse, sendo possível perceber em qual nível de realização elas se encontram, suas possibilidades de interação, sua habilidade para conduzir-se de acordo com as regras do jogo, assim como suas experiências do cotidiano e as regras de comportamento reveladas pelo jogo de faz-de-conta.

É preciso que o professor saiba ser criança, relacionar-se com sua turma, jogar e brincar com as crianças, a fim de conseguir uma educação de qualidade que vá ao encontro das necessidades e interesses delas. 

A escola não é um lugar como outro qualquer, portanto, como uma instituição, deve ter como objetivo possibilitar ao educando a aquisição do conhecimento formal e o desenvolvimento dos processos de pensamento, já que é nela que a criança aprende como se relacionar com o próprio conhecimento, portanto brincar na escola não pode ser visto como em outras ocasiões, pois a vida escolar é regida por algumas normas que regulam as ações das pessoas e as interações entre elas, como também estas normas estão presentes nas atividades das crianças.

É função da escola levar a criança, em qualquer nível de ensino e período de desenvolvimento, a obter informações e experiências  capazes de enriquecer seu repertório, trabalhando com o instrumental  que a criança dispõe em cada etapa de seu desenvolvimento, ou seja, com as formas de intervir e aprender o real e com o imaginário que o ser humano vai adquirindo ao longo da vida

Para isso a escola deve oportunizar um espaço democrático onde a criança possa extravasar suas emoções, crescendo na relação com o outro e consigo mesma.

Nesse espaço, o professor cria oportunidades de aprendizagem por meio de atividades lúdicas, transformando os brinquedos e jogos em recursos pedagógicos, facilitando uma aprendizagem com prazer e desejo.

 
REFERÊNCIAS
KISHIMOTO, Tizuko M.. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação; 6 ed – São Paulo: Cortez, 2002.
MURCIA, Jan Antonio Moreno (org), Aprendizagem através dos jogos. Porto Alegre: Artmed, 2005.
WAJSKOP, Gisela. Brincar na pré-escola, 3. ed. - São Paulo: Cortez, 1999. - (Coleção Questões da Nossa Época; v. 48).

A IMPORTÂNCIA DO JOGO NA EDUCAÇÃO


A palavra jugar (do latim iocari) significa fazer algo com espírito de alegria e com a intenção de se divertir ou de se entreter. A palavra jogo provém etimologicamente do vocábulo latino iocus, que significa brincadeira, graça, diversão frivolidade, rapidez, passatempo. O vocábulo ludus-i: o ato de jogar, o prazer da dificuldade gratuita.
O jogo contribui ricamente para o desenvolvimento e para a aprendizagem da criança, principalmente na idade pré-escolar. Através do lúdico no processo educativo aliado ao conhecimento, propicia maior facilidade de gerar autonomia, criatividade e aprendizagem à criança.
Um panorama histórico
Antes da revolução romântica, três concepções estabeleciam as relações entre o jogo infantil e a educação:
● Recreação;
● Uso dos jogos para favorecer o ensino de conteúdos escolares;
● Diagnóstico da personalidade infantil e recurso para ajustar o ensino às necessidades infantis.
O jogo visto como recreação, desde a antiguidade greco-romana, aparece com relaxamento necessário a atividades que exigem esforço físico, intelectual e escolar (Aristóteles, Tomás de Aquino, Sêneca, Sócrates). Por longo tempo, o jogo infantil fica limitado à recreação.
Durante a Idade Média, o jogo foi considerado “não-sério”, por sua associação ao jogo de azar, bastante divulgado na época.
O jogo serviu para divulgar princípios de moral, ética e conteúdos de história, geografia e outros, a partir do Renascentismo, o período de “compulsão lúdica”. O Renascentismo vê a brincadeira como conduta livre que favorece o desenvolvimento da inteligência e do estudo. Ao atender necessidades infantis, o jogo infantil torna-se forma adequada para aprendizagem dos conteúdos escolares.
É dentro dos quadros do Romantismo que o jogo aparece como conduta típica e espontânea da criança. O Romantismo constrói no pensamento da época um novo lugar para a criança e seu jogo, tendo como representantes filósofos e educadores como Jean-Paul Richter, Hoffmann e Fröebel, que consideram o jogo como conduta espontânea e livre instrumento da educação da pequena infância.
Ao surgir, no século XIX, a psicologia da criança recebe forte influência da biologia e se faz transposições dos estudos com animais para o campo infantil. Nesse eixo, emerge a teoria de Groos, que considera o jogo pré-exercício de instintos herdados, uma ponte entre a biologia e a psicologia.
Claparede (1956), procurando conceituar pedagogicamente a brincadeira, recorre à psicologia da criança, embebida de influências da biologia e do romantismo. Para o autor, o jogo infantil desempenha papel importante como o motor do autodesenvolvimento e, em consequência, método natural de educação e instrumento de desenvolvimento. É pela brincadeira e imitação que se dará o desenvolvimento natural como postula a psicologia e pedagogia do escolanovismo. Piaget adota, em parte o referencial escolanovista, ao dar destaque à imitação, que participa dos processos de acomodação, na forma de assimilação.
Visão Piagetiana do jogo
Piaget conceitua que os jogos e as brincadeiras fazem parte da vida da criança, definindo em três tipos de jogos ou brincadeiras:
● Os de movimento - os que envolvem ação, movimento;
● Os com regras - aqueles que envolvem jogos transmitidos de geração a geração, fazem respeitar o grupo e com ele conviver;
● Os simbólicos - nesse, o brinquedo perde seu valor real e passa a ser aquilo que a criança pensa que é.
Visão sócio-histórica de Vygotsky
Na visão sócio-histórica de Vygotsky, a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contexto cultural e social.
Segundo Vygotsky, o jogo cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz.


REFERÊNCIAS
KISHIMOTO, Tizuko M.. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação; 6 ed – São Paulo: Cortez, 2002.
           
MURCIA, Jan Antonio Moreno (org), Aprendizagem através dos jogos. Porto Alegre: Artmed, 2005.

WAJSKOP, Gisela. Brincar na pré-escola, 3. ed. - São Paulo: Cortez, 1999. - (Coleção Questões da Nossa Época; v. 48)

9 de dez. de 2009

Corrupção, Tronos e Reis


Em toda a história humana que envolva poder, dinheiro e status, sempre haverá relatos que aborde a corrupção de valores morais em meio à cúpula dos poderosos.

O poder influencia aquele que o possui, pois que com ele alcançam-se meios para se impor sobre os outros, a fim de adquirir sujeição e domínio. Com o poder em mãos faz-se uso do dinheiro para manipular e controlar as ações de pessoas que se envolvem com os meios administrativos e políticos.

Em tempos atuais vemos reportagens televisivas que revelam a postura de nossos representantes nas Câmaras estaduais e federais e no Senado. Causa-nos vergonha a condição moral e ética de nossos representantes! Certo político chegou a afirmar que não tem medo de perder o eleitorado por causa de seus atos ilícitos em seu mandato, pois tais ocorrências não seriam lembradas por seus eleitores no próximo ano.

Ao analisar a história do Brasil, pode-se encontrar uma serie de abusos do poder público, desde a vinda da Coroa portuguesa para cá, quando moradores tiveram que abandonar suas casas que lhes eram confiscadas.

A bíblia tem narrativas que apontam o grau de corrupção no trono de Israel, e isto com o primeiro rei. Saul, quando foi rejeitado por Deus, tendo ouvido a sentença por intermédio do profeta Samuel, disse: “Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel.”(I Sm 15.30). Ao que, diante dessa petição, o profeta Samuel atendeu. Esse relato bíblico nos remete a ver o caráter do profeta sendo afetado pelas palavras do rei. Há quem defenda Samuel ao afirmar que foi pressionado e induzido a apresentar o rei diante do povo, e o fez por medo de morrer naquele momento. Todavia o que se vê é um exemplo de corrupção no trono de Israel.

Outro exemplo de corrupção no trono israelita é o de Acabe que ao desejar um determinado campo de vinha que pertencia a Nabote, onde lemos:

“E sucedeu, depois destas coisas, tendo Naboth, o jezreelita, uma vinha, que em Jezreel estava junto ao palácio de Acab, rei de Samaria, que Acab falou a Naboth, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor do que ela; ou, se parece bem aos teus olhos, dar-te-ei a sua valia em dinheiro. Porém Naboth disse a Acab: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança dos meus pais.(I Re 21.1-3).

Acabe, persuadido por sua esposa, leva Nabote como réu ante o tribunal e o condena à morte, utilizando falsa testemunhas a seu favor. Com essa plataforma corrupta alcança seu objetivo e possui a vinha. Isto está registrado nos versículos citados a seguir:

Então escreveu cartas em nome de Acab, e as selou com o seu sinete; e mandou as cartas aos anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Naboth. E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum, e ponde a Naboth acima do povo. E ponde defronte dele dois homens, filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei: e trazei-o fora, e apedrejai-o, para que morra. E os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas, que lhes mandara. Apregoaram um jejum, e puseram a Naboth acima do povo. Então vieram dois homens, filhos de Belial, e puseram-se defronte dele; e os homens, filhos de Belial, testemunharam contra ele, contra Naboth, perante o povo, dizendo: Naboth blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram com pedras, e morreu. Então enviaram a Jezabel, dizendo: Naboth foi apedrejado, e morreu. E sucedeu que, ouvindo Jezabel que já fora apedrejado Naboth, e morrera, disse Jezabel a Acab: Levanta-te, e possui a vinha de Naboth, o jezreelita, a qual ele te recusou dar por dinheiro; porque Naboth não vive, mas é morto. E sucedeu que, ouvindo Acab que já Naboth era morto, Acab se levantou, para descer para a vinha de Naboth, o jezreelita, para a possuir. (idem vs 8 a 16).

Até mesmo no novo testamento há registro de corrupção dentro do poder religioso que governava em Israel, como é lido no evangelho de Mateus no capítulo 26 onde se encontra o preço que elencaram para que Judas traísse Jesus. Lê-se:

Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata. E, desde então, buscava oportunidade para o entregar.

A corrupção junto ao governo é coisa antiga e parece ser da natureza pecaminosa do homem ceder à condição manipuladora dos que obtêm o poder. O mesmo grupo de sacerdotes comprou alguns para deporem dizendo que os discípulos haviam retirado o corpo de Jesus de seu túmulo, e agora diziam ter ressuscitado (Mt 28.11-15).

No livro de Atos no capítulo 8 há um relato sobre um mago que quis corromper a Pedro oferecendo dinheiro para que adquirisse o poder de impor as mãos sobre as pessoas para que recebessem o batismo. Ao que Pedro com toda a autoridade argüiu:

O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é recto diante de Deus. (At 8.20-21)

Percebe-se então que o homem, que ocupa uma posição de autoridade quer no governo ou mesmo em uma religião, precisa se portar com dignidade e honra, para que não seja apanhado em atos vergonhosos.

O papel da mídia é mesmo revelar as atitudes do parlamentares que não fazem jus a sua posição de liderança e poder, e cabe ao povo repensar em quem se deva votar nas próximas eleições.

Não podemos nos esquecer de que, como cristãos, temos que orar por nossos representantes no governo, pois essa é uma responsabilidade de cada servo de Deus, como citou Paulo em sua carta pastoral a seu filho na fé Timoteo.