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11 de ago. de 2009

Amigo de verdade

O apóstolo Paulo, em sua determinante constância no evangelho, conseguiu um ótimo relacionamento com os cristãos de Filipos. Isso é relatado em sua carta aos seus discípulos, quando ao se pronunciar, pois não se auto-intitula "Apóstolo", mas sim de "servo de Cristo". Vindo essas palavras de Paulo, pode-se notar a caracterização da ênfase que lhe é dada, pois em outras cartas, com muito empenho assegura-se do seu apostolado.
Ao se apresentar como servo se iguala a todos os outros cristãos da cidade e, claro, dispõe que todos estavam e podiam viver no mesmo patamar de serviço cristão. Isso nos remete a entender o quanto se dava bem com os discípulos dessa igreja.
Paulo dedicou-se tanto ao trabalho do evangelho que julgou sua morte como lucro, pois seria uma oferta de cheiro suave. Sua abnegação pelos valores cristãos e prazer no reino de Deus eram notórios. Trabalhava com muito propósito em edificar a Igreja do Senhor Jesus e o seu lema era: "Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte" (Fp 2.20).
A vida nos oferece recompensas por nossas atitudes, sejam elas boas ou más. Portanto, esteja atento como as pessoas respondem àquilo que você as faz. As respostas tendem a ser surpreendentes. Todavia, somos nós que as produzimos, pois a medida que medirmos seremos medidos.
Somos responsáveis em cuidar de nossos relacionamentos. Mantê-los saudáveis é nosso dever. À medida que vamos contribuindo para o bem à vida de nossos companheiros, damos oportunidade deles nos retribuir. Foi isso que o apóstolo Paulo fez, ao se entregar de todo o coração num relacionamento promissor e alcançou o feedback de seus discípulos. Ele colheu os frutos da sua semeadura.
Dentro de qualquer relacionamento devemos ter o cuidado de não usurpar, manipular e controlar as pessoas. Muito se ouve falar de pessoas que são manipuladas por outras e são marcadas pelo abuso de amizades falsas de quem só pense em si mesmo e queira tirar proveito da situação.
Paulo, como um doador, alcançou um alto nível no padrão de relacionamento com seus seguidores, pois sabia o quão importante era seu procedimento dentro de seu relacionamento com a igreja.
Cada um de nós ao nos doarmos em nossos relacionamentos estamos nos dispondo a uma condição de segurança, pois tudo o que fazemos a alguém nos é devolvido em uma medida ainda maior.

19 de jul. de 2009

O PODER DO RELACIONAMENTO – Salmo 92:12-15


O maior sonho de Deus é ver o nosso crescimento espiritual e isso se realizará quando adquirirmos compreensão dos conceitos e valores que estão listados nas Escrituras. Ao chegarmos à Igreja, nós trazemos conosco uma série de conceitos e tradições recebidos do meio em qual vivemos: família, amigos, vizinhos. Esses conceitos quase sempre contrários aos do Senhor, por isso torna-se necessário uma troca de valores em nosso coração, e a qual só conseguimos com o auxílio da pregação da Palavra.

O salmo referido aborda a princípio o grande anseio de Deus que é o nosso florescimento: resultado de estarmos plantados na Casa de Deus. Sabemos que uma planta floresce quando está perto de frutificar, porém só pode dar frutos se estiver com raízes profundas em um solo fértil. Aí a necessidade de estarmos plantados na casa de Deus, pois nossa estrutura deve estar baseada nos ensinos que pela pregação recebemos.

A nossa estrutura espiritual dependerá de nossas raízes, ou melhor, do modo que nos relacionamos com Deus e com a Igreja. O relacionamento será como raízes que nos dará segurança, proteção e amparo. Sempre pensamos em viver bem com Deus, mas necessitamos entender que nosso viver com os irmãos nos dirá que estrutura espiritual possuímos, qual nossa verdadeira condição de cristãos.

As raízes de uma árvore crescem em sentido vertical, em profundidade, e em sentido horizontal. Crescer em profundidade foca nosso relacionamento com Deus, crescer no âmbito horizontal aponta nosso compromisso com as pessoas em nossa volta. Muitos querem uma vida profunda com Deus, cheios de conhecimento, com vários dons, dotados de muita competência. Todavia, tudo que alcançamos da parte de Deus, é para aplicarmos às pessoas a nossa volta (1 Co 12: 7). Tudo que possuímos deve ser compartilhado à igreja, nada pode ser guardado como tesouro particular.

Crescer, amadurecer e frutificar são etapas da vida cristã, sendo nosso objetivo transpor todos os limites para alcançar. Para crescer é necessário estar plantado, e plantado na casa de Deus; o florescimento ocorrerá quando nossas raízes estiverem bem abrangentes – profundidade e amplitude. Devemos lembrar que é a vontade do Senhor que demos frutos e que isso promoverá glorificação ao nome Dele (Jo 15: 8). Uma árvore frutífera dá flores antes da fruta, o que corresponde que teremos uma idéia de quem produz frutos, é algo aparente – flores – um vislumbre de quem produz. Quanto melhor relação tivermos em nosso meio, maior propiciação de frutos.

Não podemos falar de frutos sem estarmos em exercícios ou em ação. Devemos fazer algo para podermos desfrutar do resultado. Notamos a necessidade do empenho em executarmos uma tarefa. O texto aborda o tema permanência, possivelmente referindo que nem sempre é fácil produzir frutos, o que podemos afirmar é que temos um combate pela frente, o qual o próprio apóstolo Paulo afirma: “combati o bom combate”. Não podemos falar de um evangelho de facilidades, mas falamos do evangelho em que temos um combate diário. Não afirmamos ser fácil viver um nível de profundidade espiritual, nem ser fácil um relacionamento saudável com os irmãos na igreja, visto que cada um tem seus próprios desejos e vontades. Pois quem deseja um amadurecimento na vida espiritual, requer-se uma disposição para perdoar, pois é muito fácil nos ferir num relacionamento.

O perdão é um gerador de cura, por isso Jesus enfatizou tanto esse tema, perdoar libera saúde ao nosso coração e libertação das amarras do sentimento de angústia que nos prende ao passado, deixando-nos infértil.

O tempo de igreja leva-nos experimentar situações complexas, por isso diz-se que crente velho só dá trabalho, isso devido ao modo pelo qual tem passado por desgostos que marcam suas vidas. Porém a promessa é de que mesmo na velhice seremos viçosos e daremos frutos.

Tudo o que Deus quer é que, com nosso estilo de vida, venhamos marcar nossa época para a sua Glória, tornando seu nome proclamado e exaltado pelo nosso comprometimento com a sua Palavra. Portanto vivamos bem com o próximo em relacionamento sólido e sadio, pois promoverá a consolidação de vidas, haja vista, nós que estamos em pé e firmes, estamos devido a alguém que Deus usou para nos estabelecer em sua casa. Temos alguém que faz parte de nossa história no contexto da fé, alguém, que como instrumento do Senhor, contribuiu para o nosso crescimento. Dessa forma, também devemos agir com a finalidade de construirmos bons relacionamentos com as pessoas que estão chegando à igreja e nos entregarmos a Deus como instrumentos em suas mãos para propor raízes que propiciarão bom crescimento e desenvolvimento na casa de Deus para que estes frutifiquem.

Nossa missão e dever é de, ao prestarmos culto ao Senhor, sermos um instrumento nas mãos dele, usados para, por meio de relacionamentos sadios, transmitir seus ensinamentos. O melhor meio que Deus encontrou para moldar o coração do homem foi a convivência em comunidade, pois conseguimos observar nossos próprios erros quando os vemos nos outros (Mt 7: 3-5). Os relacionamentos são a ferramenta que Deus usa para nos moldar, aperfeiçoar e crescer!