12 de set de 2009

Ele Ama a Nossa Nação

Certa vez foi ter com Jesus um grupo de líderes de judeus, que a mando de um centurião foi pedir-lhe que curasse seu empregado que estava muito enfermo. Ao chegarem à presença de Jesus, logo o informaram de quem se tratava e qual era o assunto.
Jesus, por sua vez, logo interpelou dizendo eu irei lá curá-lo. Ao que em resposta o centurião disse que não era digno de que o mestre entrasse em sua casa, mas que só desse uma ordem e seu empregado seria curado, e assim foi.
Diante desse texto muitos apontam a fé desse homem ao abordarem a admiração de Jesus quanto ao seu procedimento. Porém eu quero valorizar a atitude desse centurião segundo o que fizera em favor dos judeus ao construir um local para se reunirem para adorar ao senhor.
A sinagoga (local de reunião dos judeus) teve sua origem por volta de 750 a.C., o reino foi dividido em dois: Israel, na região Norte, e Judá, na região Sul. Em 722 a.C., o reino do Norte foi devastado pelos assírios. Séculos depois, mais precisamente em 587 a.C., o reino do Sul foi conquistado pelos babilônios. Em 539 a.C., aqueles que regressaram à sua terra natal passaram, então, a ser chamados de judeus, por serem provenientes de Judá e da Judéia.
Foi depois do regresso do exílio na Babilônia que a religião que hoje conhecemos como judaísmo começou a se desenvolver. O culto era realizado na sinagoga, um hábito adquirido na Babilônia, devido à inexistência de um templo. O lugar servia como ponto de encontro dos judeus para orações e leitura das Escrituras. O termo “sinagoga”, do grego sunagoge, tecnicamente, significa “casa” ou “lugar de reunião”, do hebraico bêt knesset. Alguns estudiosos creditam a Esdras a responsabilidade da criação da sinagoga no contexto judaico, durante o exílio babilônico.
Esse homem em questão ergueu um local para um ajuntamento dos judeus, isso, pois que estava influenciado pelos judeus e devia já ter conhecimento e gostar do judaísmo para que assim fizesse uma construção.
As sinagogas foram pontos estratégicos para a difusão do evangelho pelos primeiros missionários cristãos: “E logo [Paulo] nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus” (At 9.20. V. tb. 13.5,40-42; 17.1,10,17; 18.4,26). Inegavelmente, Paulo soube fazer uso das sinagogas existentes na Grécia e na Ásia Menor, onde aproveitou a ocasião para anunciar as boas-novas aos gentios: “E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se” (At 13.14. V. tb. 14.1; 18.1,4).
Muito nos admira a expressão de Cristo ao referir-se a tamanha fé desse centurião. Quero aqui apontar a qualidade de um estrangeiro que amava a nação na qual trabalhava e se importava com a religião dos judeus. Que o amor dos cristãos faça com que haja compromisso com os valores espirituais e que causem admiração no Senhor!