15 de ago de 2009

Sem Comparação

Ainda que hoje o marketing esteja em alta no Brasil e haja algumas propagandas que usam um jargão que personifica o produto que está sendo promovido, pode se notar que muito do que é atribuído como um slogan original é trazido do passado e retratado com grande valor.
A palavra "slogan", hoje é incorporada ao português. A palavra inglesa slogan vem do gaélico escocês sluagh-ghairm, que significa "grito de guerra", uma acepção obsoleta. Mais do que impor, cabe hoje ao slogan convencer, seduzir, quer no mercado ou na política.
Hoje está em foco a propaganda de uma cerveja em qual seu slogan é "sem comparação", justificando que nem um outro sabor se iguala ao dela, como um modo de se impor sobre todas as demais. Porém é um atributo que se dá a si mesma.
A Bíblia aborda acerca de quatro jovens que foram levados de sua terra natal para serem servos de Nabucodonosor. Esses deveriam ser preparados para se formarem em todas as ciências, e depois servirem junto com os outros escravos de outras nações. Ocorreu durante o momento de formação que Daniel e os seu companheiros não quiseram comer dos manjares do rei ( uma porção que seria servida diariamente a todos os jovens escravos que viriam a ser empregados no palácio).
O responsável por tal preparação de estudantes, a princípio não queria atender ao pedido de Daniel, porém mais tarde concedeu por dez dias experimentais. Após os dez dias, e comprovado que estavam mais bem alimentados que os demais, concedeu o direito dos jovens em seus pedido de comerem só verduras e legumes.
Quando chegou o tempo de se fazer a apuração do conhecimento adquirido por todos aqueles jovens cativos, percebeu-se por Nabucodonosor que "entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias". Podia-se dizer que não havia comparação desses com quaisquer outros e, "portanto ficaram assistindo diante do rei. E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino" (Dn 1. 19-20).
Em nossa vida seremos conduzidos a dar valor ao relacionamento com o senhor, de modo que ou nos apegamos aos seus ensinamentos e fazemos o que em sua palavra está escrito, ou seremos colocados no mesmo patamar que os demais, recebendo as mesmas porções concedidas a eles. Cabe a cada cristão se portar com dignidade anelando e desejando o conhecimento do Senhor, para que diferenciemos nosso comportamento e nossas atitudes com a finalidade de revelar o poder do Deus que servimos.
Sem comparação, sim sem comparação. A sabedoria que Deus dá aos seus servos está acima de tudo o que se pode aprender neste mundo.

O Efeito da Frustração

Quando nossos anseios e desejos não são alcançados, e deixamos a tristeza e o desânimo entrar em nosso coração, todas as outras vitorias perdem o sabor, mesmo que outrora tal vitória fosse tremendamente importante. Esse sentimento apegado à nossa alma nos desmotivará de alvos maiores.
O que aconteceu com o profeta Elias, e isso nos dias em que Israel era governado pelo Rei Acabe, levou-o a um momento de profunda tristeza. O profeta acreditara que por intermédio do sinal produzido em sua oração promoveria uma restauração em sua nação, o que de fato ocorreu, pois os que viram o fogo descer sobre o holocausto foram movidos a uma renovação da aliança com o Senhor. Porém o rei Acabe e sua esposa Jezabel continuaram a adorar ao deus Baal.
Elias fizera do modo que o Senhor havia dito, e fez com sucesso, mesmo assim o casal monarca não abandonou sua fé no deus Baal. Ante essa situação, o coração do profeta foi atacado por uma sensação de frustração, pois se sentia derrotado ao ver o casal obstinado por sua fé idólatra. Aparentemente o profeta entendeu que fosse preciso converter o casal monarca e que essa fosse sua maior missão. Diante dessa perspectiva nasce no coração do profeta um sentimento de ter feito tudo em vão, mesmo tendo convertido a multidão que estava no monte no local do sacrifício.
A palavra frustração provém do latim frustratio, originada do advérbio frustra – em vão, debalde. Este sentimento é definido como uma sensação originada de impedimentos internos e/ou externos que dificultam a realização de nossas metas. Ela surge quando tentamos concretizar atitudes idealizadas e acalentadas em nosso íntimo, e encontramos diante de nós obstáculos praticamente intransponíveis. Psicanaliticamente ela é compreendida no sentido de uma carência material ou psíquica experimentada como algo injusto. Esta emoção tende a ser maior quanto mais valor tem para a pessoa o objetivo a ser alcançado, sendo inclusive comparada à raiva.
As Escrituras sagradas nada revelam a Elias que Acabe e Jezabel mudariam sua opinião quanto à sua fé, porém parece que o profeta assim entendeu. Por não conseguir tal objetivo sentiu-se com tanta raiva acerca de si mesmo que em sua sensação de derrota pede a morte a Deus.
Há momentos em que pensamos ser o fim, que todo nosso esforço não valeu de nada, que tudo foi um desperdício de tempo e de energia. No entanto, devemos, com paciência, esperar pelo chamado do Senhor, para que Ele possa dizer quais os acertos e qual é nossa nova tarefa. Não podemos tirar conclusões precipitadas acerca do resultado de nossos empreendimentos, pois se andamos segundo a vontade de Deus precisamos permitir que Ele avalie nossas conquistas, pois nossa avaliação pode estar incorreta! Haverá a hora em que o Deus que conhece nosso íntimo nos chamará para uma conversa em que nos explicará acerca do resultado alcançado.
Extraído do livro de I Reis capítulo 18

11 de ago de 2009

Amigo de verdade

O apóstolo Paulo, em sua determinante constância no evangelho, conseguiu um ótimo relacionamento com os cristãos de Filipos. Isso é relatado em sua carta aos seus discípulos, quando ao se pronunciar, pois não se auto-intitula "Apóstolo", mas sim de "servo de Cristo". Vindo essas palavras de Paulo, pode-se notar a caracterização da ênfase que lhe é dada, pois em outras cartas, com muito empenho assegura-se do seu apostolado.
Ao se apresentar como servo se iguala a todos os outros cristãos da cidade e, claro, dispõe que todos estavam e podiam viver no mesmo patamar de serviço cristão. Isso nos remete a entender o quanto se dava bem com os discípulos dessa igreja.
Paulo dedicou-se tanto ao trabalho do evangelho que julgou sua morte como lucro, pois seria uma oferta de cheiro suave. Sua abnegação pelos valores cristãos e prazer no reino de Deus eram notórios. Trabalhava com muito propósito em edificar a Igreja do Senhor Jesus e o seu lema era: "Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte" (Fp 2.20).
A vida nos oferece recompensas por nossas atitudes, sejam elas boas ou más. Portanto, esteja atento como as pessoas respondem àquilo que você as faz. As respostas tendem a ser surpreendentes. Todavia, somos nós que as produzimos, pois a medida que medirmos seremos medidos.
Somos responsáveis em cuidar de nossos relacionamentos. Mantê-los saudáveis é nosso dever. À medida que vamos contribuindo para o bem à vida de nossos companheiros, damos oportunidade deles nos retribuir. Foi isso que o apóstolo Paulo fez, ao se entregar de todo o coração num relacionamento promissor e alcançou o feedback de seus discípulos. Ele colheu os frutos da sua semeadura.
Dentro de qualquer relacionamento devemos ter o cuidado de não usurpar, manipular e controlar as pessoas. Muito se ouve falar de pessoas que são manipuladas por outras e são marcadas pelo abuso de amizades falsas de quem só pense em si mesmo e queira tirar proveito da situação.
Paulo, como um doador, alcançou um alto nível no padrão de relacionamento com seus seguidores, pois sabia o quão importante era seu procedimento dentro de seu relacionamento com a igreja.
Cada um de nós ao nos doarmos em nossos relacionamentos estamos nos dispondo a uma condição de segurança, pois tudo o que fazemos a alguém nos é devolvido em uma medida ainda maior.

A Marca do Vencedor

Todo ser humano passa por dias de aflição e dificuldades que o entristecem. As circunstâncias do momento o envolvem e promovem preocupação e inquietação na alma, o que desencadeia uma forte pressão para levá-lo à desistência do seu objetivo.
Há quem desista mesmo antes de começar qualquer desafio em seu viver. Porém começar ainda é mais fácil que continuar, pois a continuidade dependerá de uma série de fatores seguintes. Desistir é uma oferta diária em nossa vida, pois a cada momento surgem embaraços que propiciam ao homem motivos para se entregar mediante os problemas.
Mesmo que as coisas não andem em plena harmonia com nossos anseios de conquista e que apareçam novas circunstâncias desafiadoras, precisamos insistir em nossos sonhos e objetivos. Para tanto, somos encorajados por exemplos de pessoas que em nosso tempo ou mesmo no passado deixaram sua marca na história.
Ao seguir e imitar exemplos de vencedores somos motivados a alcançar a realização de nossos ideais. O apóstolo Paulo afirmou certa vez: “sejam meus imitadores como sou de Cristo” (1Co 11.1). Paulo sabia que servir a Cristo era servir um vencedor e, portanto, podíamos imitá-lo em sua conduta.
A perseverança é uma marca do vencedor, pois sabe que a insistência gera resultados que o motiva e o inspira a atingir seus objetivos. A perseverança foi a marca maior de Abraham Lincoln, que era um homem lutador e obstinado pelo sucesso. Sua história é marcada por uma série de pressões e decepções, porém em momento algum abandonou seus ideais. Em 1831 fracassou nos negócios. Em 1832 foi derrotado na candidatura à Assembléia Legislativa. Em 1833 fracassou novamente nos negócios. Sua noiva morreu quando estavam profundamente apaixonados em 1835. Em 1836 sofreu uma profunda depressão. Em 1838 foi derrotado como candidato à presidência da Assembléia Legislativa. Em 1843 e em 1848 foi derrotado como candidato ao Congresso. Em 1855 foi derrotado como candidato ao Senado. Em 1856 foi derrotado como candidato a vice-presidente. Em 1858 foi derrotado outra vez como candidato ao Senado. Finalmente em 1960 foi eleito presidente dos Estados Unidos
Diante duma trajetória de tamanha infelicidade e fracasso qualquer um seria convidado a desistir de seus objetivos, porém o que vemos é um homem obstinado a vencer e que não desistiu.
Sirvamo-nos de um exemplo assim, como incentivo, para não deixarmos que as circunstâncias desfavoráveis nos desmotivem e sejamos conduzidos ao fracasso perpétuo.