25 de jul de 2009

A visão que eu tenho de mim mesmo influencia a imagem que tenho dos outros

Há algo que tem muita importância em cada um de nós, que é a auto-estima, pois tudo que carregamos a nosso respeito está incutido nela e revelado às pessoas por meio das atitudes, já que pelas atitudes refletimos o que há imbuído em nossa personalidade.
Com o passar do tempo em nossa vida, de acordo com o que vivemos e as experiências que obtemos, e isso desde os períodos mais remotos de nossa infância e ainda do estágio do qual não temos recordações, mas que em nosso inconsciente, sentimentos ficam adormecidos, e com o decorrer dos dias tais sentimentos vão sendo expostos, marcas que foram colocadas em nosso interior e que de algum modo regerão e governarão nosso comportamento e padrão de vida.
O ambiente em que o homem é inserido corresponde a um dos agentes responsáveis pelo modo como reage ante as circunstancia que o circundam. O ser humano pode ser e é influenciado pelo meio, por esse motivo o apóstolo Paulo escreveu aos romanos para não se amoldarem com este mundo, ou seja, com o padrão regente de estilos e comportamentos que poluem a sociedade, ou seja, o ambiente em que você vive (Rm 12:2).
O pecado surgiu no Éden devido à sugestão que a serpente deu à mulher, e esta sugeriu ao homem comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Muito embora o homem pudesse recusar tal oferta, devido seu livre arbítrio, mesmo assim foi seduzido e assediado por sua esposa foi levado a consumar o ato.
O ambiente molda e acomoda valores na mente do homem, conduzindo-o a conformação junto à sociedade. Isso por sua vez o remete a uma conduta coerente e concorde aos padrões culturais que o envolve.
A Bíblia reserva em suas páginas o conteúdo histórico de um período de sofrimento que o povo hebreu viveu em servidão aos midianitas. Nesse ínterim, Deus apareceu a um hebreu por nome Gideão. O desejo do Senhor era motivá-lo a formar um exército e lutar contra seus dominadores.
O relato do diálogo do Senhor com Gideão dá amostra de como se encontrava o coração deste, haja vista a maneira como responde à saudação que lhe é feita. Deus possuía uma bom conceito do homem que estava à sua frente, porém esse homem carregava de si mesmo uma péssima imagem.
Sem se importar com a saudação que dizia sobre seu valor, esse homem coloca em foco a condição atual do seu povo, isso, pois o ambiente tem sua importância no contexto emocional e sua proporção na estrutura do ser humano, ainda que o intelectual tenha parcela contribuinte na conduta deste, na maioria das vezes as decisões são tomadas a partir das emoções.
Deus via Gideão como vencedor e competente para liderar um exercito, contudo, a situação de humilhação que permeava a totalidade dos fatos conhecidos fazia-o ver a si mesmo como derrotado. Ao se sentir abandonado pelo seu Deus, sua perspectiva o conduzia a uma visão de um Deus distante, e esse foi seu argumento. Gideão via-se a si mesmo como fraco, impotente, pequeno e desprezado.
Deus acredita no ser humano, e por isso o delega a algumas tarefas, ainda que muitas vezes o homem não acredite em si mesmo, o que o faz desacreditar- se de seu potencial e do chamado que Deus o faz.
A experiência que Gideão adquiriu junto a sua família impunha um malefício à sua conduta e a seu temperamento, e era exatamente o que o Senhor queria tratar em Gideão, libertá-lo desses sintomas traumáticos que maltratavam sua alma.
O que ocorria com esse homem também ocorre com muitos hoje em dia, pois há um grande número de pessoas que sofrem por terem uma auto-estima muito baixa, haja vista a quantidade de pessoas que nada tem por falta de ousadia e determinação. Até para atestar o que disse Henry Ford: “há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. Pois para fracassar é preciso começar e ir até o final, já desistir pode ser antes mesmo de começar.
O encontro que Deus teve com Gideão propiciou uma transformação na pessoa deste. Seu modo de se ver modificou, a visão de mundo também, sua ótica a respeito de Deus e expectativa de vida e de futuro alterou.
O homem que outrora humilhado e fracassado passou a viver com uma nova perspectiva, e conseguiu formar um exército de 32 mil homens que seguiam seus ideais (embora que a principio). Passou a se ver como vencedor e não como derrotado, de fraco se viu fortalecido em sua fé no Senhor. Tornou-se juiz e líder do seu povo.
Não permita que a visão que o mundo fornece a você dirija a sua vida, mas deixe Deus tratar seus sentimentos e emoções para que você tenha uma nova visão de si mesmo, e dessa forma veja também quem está ao seu lado, influenciando todos em sua volta.
Livro de Juízes cap. 6 e 7.

19 de jul de 2009

Conceitos Diversos Sobre Trabalho



De um modo simples, pode-se afirmar que trabalho é a aplicação da energia humana (física e mental) numa atividade proposta e útil, pois o homem pelo trabalho pode modificar a natureza, dispondo-a a seu serviço.
A palavra trabalho vem do latim vulgar tripalium, nome de um instrumento agrícola que possuía três paus aguçados que era usado para bater o trigo e outros cereais, para debulhá-los. Muito embora alguns dicionários definam como um instrumento de tortura, o que pode ter se tornado mais tarde. Todavia, trabalhar está relacionado à ideia de tortura e sofrimento, sentido que se perpetua hoje.
O conceito bíblico de trabalho também é definido a ideia de sofrimento, quando em Genesis encontra-se: “ganharás o seu pão com o suor de seu rosto”. Pois por meio de um esforço doloroso é que o homem sobrevive na natureza.
O homem sentiu a necessidade do trabalho ainda nas sociedades primitivas e, sua função mais primordial era a defesa da unidade do clã contra as hostilidades da natureza como os animais ferozes e o clima. Descobriu que o trabalho tem melhor resultado quando é executado em comunidade. Por isso adotou um estilo de vida comunitário.
Em relação ao trabalho, o escravismo foi uma prática dominante nas relações humanas. Os escravos trabalhavam na agropecuária, serviços domésticos entre outros. Até mesmo os gregos atribuíam inúmeras justificativas éticas em defesa do escravismo, já que os gregos livres tinham como suas atividades, o que era digno de um homem livre, o ócio dos filósofos.
Durante um longo período, cerca de mil anos, a Igreja Católica defendeu o conceito de desapego do às riquezas. Nesse período, o escravismo foi substituído em servilismo, o feudalismo estava dominando e impunha o trabalho como meio de subsistência, de disciplina do corpo e purificação da mente.
Com a crise feudal e o renascimento do comércio, surge uma nova estrutura social: a sociedade capitalista. Muito embora, ainda se intensificou por muito tempo o escravismo: o trabalho compulsório de africanos nas colônias da America.
Pela busca de produção de excedentes para a troca no mercado, houve o desaparecimento da livre escolha, submetendo o trabalhador a uma dominação de quem detinha os recursos de que o sistema exigia.
No começo do século XX, os economistas preocupavam-se com a possibilidade de chegar o dia em que todas as famílias seriam proprietárias de todos os bens disponíveis no mercado, levando o sistema ao colapso. Porém a impossibilidade da satisfação humana leva a economia de mercado a todo vapor.
Os primeiros momentos da modernidade conservam a idéia de que a virtude é obediência à razão contra o império caótico das paixões, que a virtude é dever e obrigação em face de valores e normas universais, que a liberdade é o poder humano para enfrentar com as suas próprias forças a contingência e a adversidade, cujo nome é Fortuna, e que a responsabilidade é a marca da honradez virtuosa, pois não há liberdade sem responsabilidade.
As pessoas vivem a procurar significados que validem o seu modo e estilo de vida em busca do bem-estar e satisfação material. No entanto, há uma questão em foco que deve ser repensada: há compromisso com a ética? Para esse fim, é necessário discorrer sobre conceito de ética.



A ética faz parte de uma das três grandes áreas da filosofia, mais especificamente, é o estudo da ação - práxis. Ao lado do estudo sobre o “conhecimento” - como a ciência, ou a lógica - e do estudo sobre o “valor” – seja ele artístico, moral, ou científico - o estudo sobre a ação engloba a totalidade do saber e da cultura humana. Está presente no nosso cotidiano o tempo todo, seja nas decisões familiares, políticas, ou no trabalho por exemplo.A palavra ética tem origem no termo grego ethos, que significava “bom costume”, “costume superior”, ou “portador de caráter”. Impulsionado pelo crescimento da filosofia fora da antiga Grécia o conceito de ethos se proliferou pelas diversas civilizações que mantiveram contato com sua cultura. A contribuição mais relevante se deu com os filósofos latinos. Em Roma o termo grego foi traduzido como “mor-morus” que também significava “costume mor” ou “costume superior”. É dessa tradução latina que surge a palavra “moral” em português.




As leis garantem a existência de um marco legal, trata-se de um marco que necessita adquirir visibilidade, ser implementado quotidianamente através da prática dos cidadãos, serem protegido por instâncias jurídicas ágeis e respeitadas para a resolução de conflitos e por associações organizadas para sua defesa e implementação
Hoje o direito ao trabalho é o ponto central, pois ameaçado por um modelo de desenvolvimento gerador de desemprego. Por outra parte, toda a temática dos direitos conquistados está na pauta, pois esse mesmo modelo tende à precarização das relações de trabalho.

Referências:

Sánchez Vásquez, Adolfo. Ética; tradução de João Dell’ Anna. -19ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.
Novaes, Adauto. Ética. São Paulo: Companhia das Letras – Secretaria Municipal da Cultura, 1992

A Publicidade e a Formação de Valores na Sociedade




A discussão sobre os meios de comunicação e a publicidade criando necessidades e divulgando novos padrões de consumo e comportamento coloca em pauta a necessidade de refletir sobre a relação entre os meios de comunicação, publicidade, economia e política, sobre como se organiza o processo de produção, criação, distribuição da informação, assim como a sempre crescente importância da indústria cultural.
Os chamados meios de comunicação de massas estão organizados como empresas públicas e privadas, constitui, em alguns casos, conglomerados internacionais com grande poder econômico e influência na determinação do que será considerado notícia ou o que será desprezado como tal, na formação do “gosto” e de novos hábitos e valores.
Mesmo quando considerados em sua dimensão nacional, regional ou local, são núcleos de poder econômico e político com grande influência. Cumprem, assim, um papel importante na progressiva homogeneização de comportamentos em torno de determinados modelos e padrões dominantes. Porém, são também fundamentais para o reconhecimento da diversidade existente e das novas possibilidades de atuação. Por vezes dificultando o exercício da crítica, os meios de comunicação têm importante papel na ação cidadã, como um meio eficaz para o controle da execução de políticas públicas, para a veiculação de reivindicações e publicidade de ações coletivas e de movimentos sociais.
Os diferentes meios de comunicação expressam as paisagens urbanas e rurais, com suas respectivas formas de trabalho pela mídia, propondo modelos e padrões urbanos. É possível abordar criticamente esta influência, analisando tanto a descaracterização das culturas locais, com as paisagens sendo influenciadas umas pelas outras por meio das imagens veiculadas, como sua apropriação e transformação criativa. É necessário construir noções sobre o papel da informação e da comunicação na constituição e nas múltiplas relações que existem entre o local, o regional e o mundial, as alterações que o fluxo de informações provocou e provoca na vida em sociedade, o impacto da indústria cultural e de entretenimento na língua, na música, na valorização de determinados modelos e padrões culturais em detrimento de outros.
A publicidade é mais do que uma simples forma de divulgar um produto ou um serviço para torná-lo conhecido do público e, portanto, vendável. Além de produtos e serviços, por meio da publicidade, divulgam-se estilos de vida, padrões de beleza e comportamento que traduzem determinados valores e expectativas. Formadora, portanto, de modelos, novas necessidades e hábitos de consumo, cumpre um papel relevante na sociedade contemporânea, relacionando-se às características atuais do modelo econômico e às novas possibilidades e recursos dos meios de comunicação. Sua presença é marcante nos centros urbanos, através dos diferentes meios de comunicação comerciais — rádio, TV, jornais e revistas —, nas ruas (outdoors, painéis eletrônicos, meios de transporte, cartazes), nas feiras e mercados, em peças de vestuário, atingindo públicos cada vez mais amplos, chegando, via TV e rádio, às regiões rurais.

Consumo a jovens


Um ponto que merece especial atenção é a dedicação das mensagens publicitárias ao público juvenil e infantil. Para os jovens criam-se e divulgam-se novos produtos e serviços prioritariamente voltados para o vestuário e consumo de bens da indústria cultural. Para as crianças, criam-se novos produtos de alimentação e brinquedos. Como são essas propagandas? Quais são os produtos anunciados? Quais são os recursos usados para apresentar o objeto como necessário para ser feliz? Provoca danos ou hábitos que possam prejudicar a saúde?
O lazer aparece como um espaço especialmente importante no desenvolvimento da sociabilidade dos jovens, constituindo-se em um campo de expressão de aspirações, desejos e sonhos, nos quais também é possível projetar outros modos de vida. A música, os bailes, o esporte fazem parte da vida em todas as regiões do país, diferenciando-se de acordo com as características culturais locais. A preferência por determinado tipo de música muitas vezes serve para identificar o pertencimento a um grupo com proposta de vida e estilo característico que se expressa através da vestimenta, do penteado, do uso de códigos lingüísticos particulares.
Para os jovens destinam-se boa parte dos artigos da indústria cultural, como CDs, games, revistas, filmes, porém muitos não têm acesso aos produtos da indústria cultural ou tem um acesso restrito a estes, enquanto que poucos conseguem usufruir tudo o que é oferecido pelo mercado. É importante problematizar a relação entre lazer-consumo. A partir do levantamento das opções de lazer preferidas entre os jovens da classe, utilizando procedimentos de Matemática, é possível estudar seu custo, seu impacto sobre o orçamento familiar, a relação entre trabalho/remuneração/lazer, a desigualdade de acesso ao lazer quando vinculado ao consumo de produtos e serviços da indústria cultural.
A programação televisiva aparece como única alternativa de lazer e entretenimento para muitos. Nos grandes centros urbanos, esta situação deve ser relacionada com a falta de equipamentos públicos de lazer e de atividades culturais locais, assim como com as dificuldades de acesso aos locais de lazer, pela distância e falta de transporte público adequado, pelo temor da violência social, pelo custo implicado

Num país como o Brasil, onde a maioria da população vive abaixo da linha da pobreza, aceitar esse estilo de vida como adequado, quantas pessoas poderiam acompanhá-lo? Para essa maioria, a possibilidade de vencer seria ilusão construída e incentivada pela sociedade do consumo.
O lucro é o alvo maior do setor empresarial e no mercado competitivo, onde “vale tudo” para se atingir as metas, as considerações éticas são as primeiras a perder o valor.
Por esse motivo, torna-se necessário pensar e rever os valores que estão arraigados à mente da atual sociedade do consumo, o que propiciará o primeiro passo no processo de uma nova visão de mundo, imbuídos de um conceito firmado na ética de produção e consumo.

O CONSUMO NA SOCIEDADE ATUAL



Sob o nome de “globalização”, reúnem-se fenômenos diversos que conjeturam novas formas de organização dos atores econômicos e políticos e de reorganização da divisão internacional de trabalho.
O desenvolvimento alcançado por intermédio da informática alavanca um processo de transformação do sistema capitalista de produção que influencia a economia mundial. Dentre alguns fatores destaca-se a transmissão e recepção de informações em tempo real, por meio da internet, criaram novas condições de investir e gerenciar o capital e a produção em diferentes pontos do planeta, pois um mesmo produto pode ser igual e simultaneamente produzido pelo mesmo fabricante em diferentes países do mundo, segundo sua conveniência e margem de lucro.
A rapidez da informação e o desenvolvimento dos transportes permitem que os componentes de um produto final sejam fabricados em diferentes pontos, dividindo-se a produção segundo os lugares onde as condições econômicas sejam mais vantajosas.
O desenvolvimento do crédito, do marketing e da indústria cultural permite comercializar e prestar serviços globalmente, de modo que a produção, realizada nos lugares escolhidos, seja distribuída para o mundo, como o caso dos produtos feitos nos países asiáticos que nos últimos anos entraram no mercado brasileiro.
O mercado financeiro, com suas bolsas de valores, funciona articuladamente: o que acontece em um país tem reflexos imediatos nos demais, fazendo com que em determinados momentos os investimentos se concentrem num país, para em seguida migrar para outro, seguindo apenas a lógica da rentabilidade imediata. Verifica-se o sempre crescente movimento de fusão de empresas, de ampliação do espectro de atuação das corporações multinacionais e a influência de instituições supranacionais de financiamento nas decisões macroeconômicas.
A desigualdade de posições nessa interdependência mundial, entre os chamados países centrais e os periféricos, determinada pela desigual produção e acesso às tecnologias agrícolas, biotecnológicas, de automação, comunicações ou robótica, assim como a desigualdade do impacto das inovações tecnológicas nas diferentes classes sociais. Configura um contexto instável, de transformações aceleradas e de transnacionalização da produção, que tem impacto direto nas relações de trabalho e de consumo. Isso ocorre de formas profundamente desiguais e diferenciadas, nacional, regional ou setorialmente, nos países centrais e nos periféricos, pois afeta as formas tradicionais de produção, modificando hábitos de consumo, com grande impacto nas culturas locais. A tercerização da produção e o trabalho autônomo realizado no domicílio fazem parte dos novos hábitos.
A rapidez das mudanças é grande e afetam trabalhadores de todas as classes sociais, porém com impactos diferenciados, o que exige esforços para construir alternativas, propor mudanças e novas formas de organização, pois as escolhas tecnológicas também comportam decisões de natureza política. A questão que se coloca é a de como fazer com que tal produtividade e capacidade tecnológica sejam usadas em benefício da qualidade de vida das populações e não para a maximização do lucro ao custo da precarização das relações de trabalho ou do desemprego.
No Brasil, junto à questão do desemprego tem-se o desafio, histórico, de modificar esse quadro perverso de distribuição profundamente desigual da riqueza, que resulta em desigualdade de oportunidades de acesso a bens e serviços, incluindo o acesso às informações e oportunidades de encontrar alternativas em outros tipos de ocupação.
Ao grande aumento de produtividade conseguido pelas novas tecnologias e organização da produção de bens e serviços corresponde a necessidade de vendê-los – produção/consumo/produção. Por isso há o forte assédio ao público no intuito de torná-lo consumidor.
Vivemos atualmente numa sociedade individualista, cujos valores estão na auto-realização, sua base é a satisfação material e, segundo esse princípio, o valor de cada um está naquilo que possui. Por isso, o conceito de “vencer na vida” relaciona-se com a aparência e ostentação de poder, que é o conceito promovido pelos meios de comunicação, tendo em vista alguma forma de consumo que propicie o giro de capital.

DIGNIDADE DE FILHO DE DEUS


FROEBEL

Friedrich Froebel nasceu em Oberweibach, na Alemanha, em 1782, era filho de pastor e, seus princípios filosóficos, apontavam um Froebel protestante, com um espírito profundamente religioso que desejava manifestar ao exterior o que lhe acontecia na sua união com Deus. Tais princípios determinaram alguns dos seus postulados: O educando tem que ser tratado de acordo com sua dignidade de filho de Deus, com compromisso e liberdade; O educador deve respeitar o discípulo, guiar com mão flexível, mas firme, exija e oriente, deve saber dar e receber, orienta, mas deixa em liberdade.
A essência de sua pedagogia são as idéias de atividade e liberdade. Trabalhou com Pestalozzi, porém era independente e crítico. Seus ensinos foram considerados politicamente radicais e, durante alguns anos banidos da Prússia.
Froebel construiu o seu primeiro jardim de infância em 1837, “onde as criança eram consideradas como plantinhas no jardim e o professor o jardineiro”. Defendia o desenvolvimento genético, cujo as etapas são: a infância; a meninice; a puberdade; a mocidade e maturidade, todas igualmente importantes. A educação da infância se realiza em três tipos de operações: ação, jogo e trabalho. Foi primeiro educador a usar o brinquedo, a atividade lúdica e aprender o significado da família nas relações humanas. Trabalhar com blocos de construção, que eram utilizados por suas crianças em suas atividades criadoras, com argila, papel, papelão e serragem. Valorizava o conto de histórias, mitos, lendas, fábulas, excursões e contato com a natureza.
Em sua obra: A Educação do Homem, (1826), afirma que a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmonicamente em relação à natureza e a sociedade.
Concepções educacionais do desenvolvimento:
● Naturalidade;
● Extrair mais que colocar no homem;
● Espontaneidade;
● O brinquedo na educação;
● O interesse.
A grande tarefa da educação consiste em “ajudar o homem a conhecer a si próprio, a viver em paz com a natureza e união com Deus!” Uma concepção profundamente religiosa.

O TRABALHO DE UM TEÓLOGO VISIONÁRIO: COMENIUS



Jan Amos Komensky, nome original de Comenius, nasceu em 28 de março de 1592, na cidade de Uhesky Brid, na Morávia, atual República Tcheca. Com a morte de seus pais, vence muitas adversidades. Formou-se em teologia, tornou-se pastor e professor, assumindo o encargo de dirigir as escolas de norte da Morávia.
Expulso de Boemia, devido a guera político-religiosa, percorreu toda a Europa (não-católica), trabalhando e desenvolvendo suas principais idéias sobre educação e, aprofunda um dos grandes problemas epistemológicos de seu tempo, que era do método: Jânua Linguagem Reserata e a Didática Magna (1633-1638).com seus objetivos fundamentais de uma reforma radical do conhecimento humano e da educação.
A síntese de seus ideais educativos, está na máxima: “Ensinar tudo a todos”, permitindo ao homem se colocar no mundo, não apenas como expectador, mas acima de tudo, como ator. Seu ideal pansófico baseava-se na crença que Deus, em sua infinita bondade, colocara a redenção ao alcance de todos, mas para tanto era preciso educá-los. Falhar com a educação ao homem era ofender primeiramente a Deus. Seu ideal pansófico evidencia-se no desejo e possibilidades de ensinar tudo a todos. Pansofia: Organização do saber, um projeto educativo e um ideal de vida, e assim, com a educação universal se conseguirá a reforma global das “coisas humanas” para um mundo perfeito ou Panorthesia.
Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII. Concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem, que resultou em propostas pedagógicas, hoje consagradas ou tidas como muito avançadas. Entre suas idéias estavam:
● O respeito ao estágio do desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem;
● A construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação;
● Uma educação sem punição, mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado;
● Pregava também a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico;
● Defendia a coerência de propósitos educacionais entre família e escola.


SITES CIENTÍFICOS

http://www.psfbrasil.hpg.ig.com.br/
www.zipsaude.com/br
http://www.ccih.med.br/
www.msd.brzil.com/content/patient/manual_merk/sumario
http://www.ambio.org.br/
http://www.ambiental.com.br/
http://www.agrobyte.com.br/ (insetos)
http://www.scielo.org/
http://www.hemoline.com.br/
http://www.anvisa.gov.br/
http://www.unesp.br/
http://www.novartisfarma.com.br/
www.unifesp.br/bibliotecas
http://www.medlinks.com.br/
http://www.fiocruz.br/
http://www.odontosites.com.br/
www.mdi.busca.uol.com.br/infantil
http://www.opas.org.br/
http://www.bibcir.fsp.usp.br/
marcal@fundacentro.sc.gov.br
http://www.obeso.org.br/
www.biblioteca.ufrgs.br/capes/dicas
http://www.saude.gov.br/
http://www.hcanc.org.br/
www.biblioteca.fmc.br/noticias,htm
http://www.members.tripod.com/
http://www.ufpa.br/
http://www.geocites.com/
www.netpage.em.com.br/bassett/sitebr.htm
www.snbu.bvs.br/reuniao_inf/docts/pt/ppt/scad.ppt
http://www.saudeemmovimento.com.br/
www.dicionarios-online.com/medicina.html
www.tudointerior.com/b=saude=saude.htm
www.cuidadospaliativos.com.br/artigos.php
http://www.smp.org.br/
http://www.saude.sc.gov.br/
http://www.vacine.com.br/
http://www.ccs.uel.br/
http://www.hcanc.org.br/
http://www.microbiologia.vet.br/
www.uff.br/eeaac/politica04.htm
http://www.medsolution.com.br/
http://www.comciencia.br/
www.3.unicsul.br/paginas/setores/br
http://www.cfh.ufsc.br/
http://www.saude.rio.rj.gov.br/
http://www.bibliotecas.ufu.br/
www.ufpa.br/bc/outras-bases.htm
www.sbim.med.up.pt/investigacao.html
http://www.medlinks.com.br/
http://www.citocamp.com.br/
http://www.vnh.org/
http://www.amcc.com.br/
www.potency.berkeley.edu/cpdd.htm
http://www.andre.sasse.com/
http://www.cancer.com.br/
www.ghop.pt/oncologia
http://www.meds.com/
www.forums.oncologistas.com.br
http://www.inca.org.br/

Excelência e virtude moral


Aquele que consegue sentir-se, em algum nível, perto da excelência, aquele que procura superar-se, fazer melhor, transpor seus limites, costuma viver melhor consigo mesmo e com os outros. Seus atos esposam mais facilmente a moralidade.
O que é mais digno de interesse na moral do que as virtudes? Honra, justiça, bondade, etc. O filósofo Kant escreveu que existem dois objetivos morais para os homens e que esses objetivos são, para eles, a felicidade do outro e o aperfeiçoamento de si mesmo.
O primeiro desses deveres, a procura da felicidade alheia, já nos leva para além das regras que se restringem a rezar que não devemos fazer mal ao outro. De fato, procurar o bem do outro é mais do que evitar ato que prejudiquem: é dar o melhor de si, é praticar a virtude. A moralidade não pode dispensar as virtudes. Cada uma delas tem uma definição e objetivos singulares.
Portanto, a educação moral das crianças, em vez de ser uma constante imposição de limites, só terá real êxito se também for um estímulo a transpor aqueles que as separam do exercício das virtudes. A educação moral acaba falhando porque as virtudes, assim como os sentimentos de honra e dignidade, andam esquecidos. No mundo capitalista da competição, valoriza-se a superação do outro, e não a superação de si ou a excelência; estimula-se o egoísmo, e não a generosidade. Uma tradução popular disso é o lema: “levar vantagem em tudo”. É óbvio que tal conselho fere a ética, uma vez que legitima a desonestidade.
Ajudar e estimular a criança a transpor limites, eis a prática essencial a seu caminhar para idade adulta, para saciar seus desejos de excelência e também para faze-la viver a moralidade como busca de dignidade e de auto-respeito.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

La Taille, Yves de. Limites: três dimensões educacionais. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2002.

Excelência


A excelência é uma qualidade procurada em todas as culturas, em todo o lugar e em todos os tempos. Os homens sentem a necessidade de ter admiração por obras e pessoas como exemplos de excelência.
Procurar excelência é querer ir além de onde se está, é transpor limites. A busca pela excelência requer competição, porém competição de alguém consigo mesmo.
Há o conceito de excelência como sendo uma forma de elitismo, pensando que exista certa classe privilegiada, dotada de excelência e outra não. Onde se vê isso, vê a falta de humildade, pois só os medíocres pensam que são. As pessoas que buscam pela excelência são humildes , uma vez que se consideram imperfeitas.
Abordando a excelência no seu lado individual utiliza-se as reflexões de Alfred Adler, escrevendo a respeito de sua teoria da psicologia da individualidade, afirma: [...] permanece no terreno sólido da evolução e, à luz dessa evolução, vê em todo esforço humano uma
busca da perfeição. Para nosso entendimento, cada manifestação psíquica apresenta como um movimento que leva de uma situação inferior para uma situação superior. [...] Em comparação constante com a perfeição ideal irrealizável, o indivíduo está constantemente com um sentimento de inferioridade e estimulado por ele (Adler, 1938, p. 30).
A busca da excelência para Adler está em “caminhar de uma situação inferior para uma superior”. Assim a excelência deve ser entendida como um ideal que move, e não um ponto a ser atingido.
É importante entender que algumas pessoas podem ser mais exigentes consigo mesma na busca de seu ideal de vida. Há quem invista em sua busca de superação de limites nos esportes e outras nos estudos.
A tendência da criança a se tornar adulta pode ser ajudada ou dificultada pela influência dos adultos e da sociedade como um todo; também a busca da excelência pode encontrar, nas interações sociais, terreno fértil ou não. Adler aponta que crianças que receberam muito mimo sentem-se ameaçadas quando se encontram fora do círculo onde foram mimadas.
Os que recebem excesso de mimo, quando enfrentam repetidas vezes o fracasso, julgam ser má sorte, crueldade dos outros e, ainda assim, conseguem se sentir lá em cima quanto ao seu valor pessoal.
Enquanto o excesso de mimo significa apagar os limites a serem transpostos, a humilhação significa reforçar estes limites. Todas as crianças têm dons e, quando são ignorados ou massacrados pelos adultos, poderão gerar sofrimentos psíquicos durante a vida inteira. E ainda, os adultos que sofreram humilhações na sua infância tenderão a descontá-las nos mais fracos.
Em resumo, seja pelo excesso de mimo, seja pela humilhação, falhamos em estimular a criança a procurar a superação, a tentar buscar o lado de lá de seus atuais limites, a dar valor a excelência; paralisamos o movimento que leva de uma situação inferior para uma situação superior, movimento que,para Adler e outros, é natural na criança, e cuja a ausência leva a complexos e à inferioridade.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

La Taille, Yves de. Limites: três dimensões educacionais. 3ª ed. São Paulo: Ática, 2002.

O segredo de Paulo – Filipenses 4:12-13


Todo ser humano anseia viver bem, tranquilo e em paz. Para tanto, é preciso uma experiência que venha construir tal condição. Foi esta experiência que o apóstolo Paulo conseguiu ao longo de sua vida cristã, tal como é relatada no texto citado.
Notamos ser comum às pessoas dependerem de coisas materiais para dizerem que possuem felicidade, pois afirmam: “se eu tiver um carro serei feliz”; “se eu tiver uma grande casa terei felicidade”; “se eu possuir muito dinheiro serei feliz”. A alegria do homem não deve estar condicionada ao que possui, pois é assim que a Escritura afirma e dessa forma Paulo vivia – pela Palavra.
Nesse mesmo capítulo, o apóstolo aborda a precisão do crente estar sempre alegre, e o faz com bastante ênfase (v. 4). O cristão de verdade deve procurar motivo para ser alegre em todo o tempo, pois a alegria, por ser fruto do Espírito Santo, deve ser parte integrante de sua vida e estimulá-lo a prosseguir, mesmo quando tudo parece contrário; quando estiver só, a alegria promoverá força para avançar e progredir.
Paulo sempre mantinha como objetivo em sua vida preservar a alegria em seu coração. Devemos seguir esse exemplo e não deixar que, em determinados momentos, a turbulência venha nos cegar e nos afastar do nosso alvo. A alegria fará com que afirmemos como está escrito: “prossigo para o alvo” (Fl 3:13). O apóstolo sofreu mais perseguições do que qualquer outro em seu tempo, mas nada o demoveu do seu objetivo, no entanto afirmava: “levo no meu corpo as marcas de Cristo” (Gl 6:17).
Na Carta aos Hebreus, no capítulo 12 e versículo 2, o autor descreve acerca de Cristo, que em meio a tanto sofrimento, em relação ao seu martírio na cruz, não hesitou, porém, devido a alegria que lhe estava proposta, executou sua tarefa e conquistou o direito de sentar-se à destra do Pai.
A ansiedade leva o ser humano a viver uma espécie de inquietação, o que produzirá uma correria e muita atividade, como se tal procedimento pudesse levá-lo a alcançar a alegria pela quantidade de atividade executada, porém o apóstolo Paulo informa que todos nossos anseios deveriam ser conhecidos em oração diante de Deus. A vida de oração levará o homem a depositar, com fé, nas mãos do Senhor toda a sua vida.
Apesar de passarmos por alguns “dias maus” (Ef 6:13), e precisarmos combater alguns poderios espirituais, Paulo afirma que é preciso cada dia ficarmos mais fortes com o poder de Cristo. A Escritura, em Romanos 12:12, revela que devemos nos alegrar na esperança, e isto nos dá entender que a alegria é o estímulo necessário para o cristão enfrentar toda e qualquer situação (Fl 4:13).

O PODER DO RELACIONAMENTO – Salmo 92:12-15


O maior sonho de Deus é ver o nosso crescimento espiritual e isso se realizará quando adquirirmos compreensão dos conceitos e valores que estão listados nas Escrituras. Ao chegarmos à Igreja, nós trazemos conosco uma série de conceitos e tradições recebidos do meio em qual vivemos: família, amigos, vizinhos. Esses conceitos quase sempre contrários aos do Senhor, por isso torna-se necessário uma troca de valores em nosso coração, e a qual só conseguimos com o auxílio da pregação da Palavra.

O salmo referido aborda a princípio o grande anseio de Deus que é o nosso florescimento: resultado de estarmos plantados na Casa de Deus. Sabemos que uma planta floresce quando está perto de frutificar, porém só pode dar frutos se estiver com raízes profundas em um solo fértil. Aí a necessidade de estarmos plantados na casa de Deus, pois nossa estrutura deve estar baseada nos ensinos que pela pregação recebemos.

A nossa estrutura espiritual dependerá de nossas raízes, ou melhor, do modo que nos relacionamos com Deus e com a Igreja. O relacionamento será como raízes que nos dará segurança, proteção e amparo. Sempre pensamos em viver bem com Deus, mas necessitamos entender que nosso viver com os irmãos nos dirá que estrutura espiritual possuímos, qual nossa verdadeira condição de cristãos.

As raízes de uma árvore crescem em sentido vertical, em profundidade, e em sentido horizontal. Crescer em profundidade foca nosso relacionamento com Deus, crescer no âmbito horizontal aponta nosso compromisso com as pessoas em nossa volta. Muitos querem uma vida profunda com Deus, cheios de conhecimento, com vários dons, dotados de muita competência. Todavia, tudo que alcançamos da parte de Deus, é para aplicarmos às pessoas a nossa volta (1 Co 12: 7). Tudo que possuímos deve ser compartilhado à igreja, nada pode ser guardado como tesouro particular.

Crescer, amadurecer e frutificar são etapas da vida cristã, sendo nosso objetivo transpor todos os limites para alcançar. Para crescer é necessário estar plantado, e plantado na casa de Deus; o florescimento ocorrerá quando nossas raízes estiverem bem abrangentes – profundidade e amplitude. Devemos lembrar que é a vontade do Senhor que demos frutos e que isso promoverá glorificação ao nome Dele (Jo 15: 8). Uma árvore frutífera dá flores antes da fruta, o que corresponde que teremos uma idéia de quem produz frutos, é algo aparente – flores – um vislumbre de quem produz. Quanto melhor relação tivermos em nosso meio, maior propiciação de frutos.

Não podemos falar de frutos sem estarmos em exercícios ou em ação. Devemos fazer algo para podermos desfrutar do resultado. Notamos a necessidade do empenho em executarmos uma tarefa. O texto aborda o tema permanência, possivelmente referindo que nem sempre é fácil produzir frutos, o que podemos afirmar é que temos um combate pela frente, o qual o próprio apóstolo Paulo afirma: “combati o bom combate”. Não podemos falar de um evangelho de facilidades, mas falamos do evangelho em que temos um combate diário. Não afirmamos ser fácil viver um nível de profundidade espiritual, nem ser fácil um relacionamento saudável com os irmãos na igreja, visto que cada um tem seus próprios desejos e vontades. Pois quem deseja um amadurecimento na vida espiritual, requer-se uma disposição para perdoar, pois é muito fácil nos ferir num relacionamento.

O perdão é um gerador de cura, por isso Jesus enfatizou tanto esse tema, perdoar libera saúde ao nosso coração e libertação das amarras do sentimento de angústia que nos prende ao passado, deixando-nos infértil.

O tempo de igreja leva-nos experimentar situações complexas, por isso diz-se que crente velho só dá trabalho, isso devido ao modo pelo qual tem passado por desgostos que marcam suas vidas. Porém a promessa é de que mesmo na velhice seremos viçosos e daremos frutos.

Tudo o que Deus quer é que, com nosso estilo de vida, venhamos marcar nossa época para a sua Glória, tornando seu nome proclamado e exaltado pelo nosso comprometimento com a sua Palavra. Portanto vivamos bem com o próximo em relacionamento sólido e sadio, pois promoverá a consolidação de vidas, haja vista, nós que estamos em pé e firmes, estamos devido a alguém que Deus usou para nos estabelecer em sua casa. Temos alguém que faz parte de nossa história no contexto da fé, alguém, que como instrumento do Senhor, contribuiu para o nosso crescimento. Dessa forma, também devemos agir com a finalidade de construirmos bons relacionamentos com as pessoas que estão chegando à igreja e nos entregarmos a Deus como instrumentos em suas mãos para propor raízes que propiciarão bom crescimento e desenvolvimento na casa de Deus para que estes frutifiquem.

Nossa missão e dever é de, ao prestarmos culto ao Senhor, sermos um instrumento nas mãos dele, usados para, por meio de relacionamentos sadios, transmitir seus ensinamentos. O melhor meio que Deus encontrou para moldar o coração do homem foi a convivência em comunidade, pois conseguimos observar nossos próprios erros quando os vemos nos outros (Mt 7: 3-5). Os relacionamentos são a ferramenta que Deus usa para nos moldar, aperfeiçoar e crescer!

NENHUM DIREITO SOBRE MIM – (João 14:30b)


Como relatar a morte de Cristo e que tipo de valor estava ligado à sua morte sempre foi complexo apontar. Contudo, o que observamos é um relato de profunda compreensão do Senhor acerca desse fato. A sua morte era em obediência à vontade de Deus puramente, e tudo por amor à humanidade perdida em seus pecados.
Ao considerar tudo que os discípulos acreditavam e esperavam acerca do messias, sua morte era algo indesejável. Foi por isso que o apóstolo Pedro, em certa vez, disse que não deixaria isso acontecer em hipótese alguma (Mt 16:22). Havia uma concepção de que o messias governaria e, portanto, era imprescindível que sua vida fosse poupada por seus súditos.
Quando chegou o tempo de ser entregue ao sinédrio, Jesus afirmou que o príncipe deste mundo estava se aproximando, porém, não tinha direito nenhum sobre si. Sua prisão e sua morte não era atribuído a Satanás, mas à vontade de Deus em sua supremacia absoluta, pois era propósito de Deus restaurar o homem à sua imagem, o que só era possível pela morte de seu Filho.
A palavra “direito” tem significado judicial e jurídico; é uma sentença legal, que pode ser atribuído à forma penal imposta pelo juiz em um caso deferido no tribunal. Jesus não devia nada ao Diabo, por isso, sua justificativa e defesa era correta. Tudo que estava a fazer era em prol do ser humano, e não em favor de si mesmo. Sua morte traria legitimidade à compra ou pagamento pelo homem. O pagamento foi dado a Deus e não ao Diabo, pois o homem tinha um débito sim, com Deus.
Com ênfase na afirmativa de Cristo, abordo uma pergunta: que direito tem Satanás sobre o homem? O pecado original levou o homem a estar distante de Deus e carente de sua glória (Rm 3:23), por esse motivo, a humanidade ficou a mercê do Diabo, debaixo de seu legado, pois foi quem, oportunamente, seduziu e armou uma cilada a Adão, que por sua vez caiu, e, como representante da humanidade, conduziu a todos essa mesma condição: escravo do pecado e, também, escravo do Diabo.
A situação do homem só pode ser mudada por intermédio do sacrifício vicário de Cristo, já que foi na cruz que sua dívida foi paga à mão do soberano Juiz, o qual aceitou o pagamento que outorgava um novo tempo à humanidade. Perdão e regeneração são herança desse propósito. Com efeito, cada cristão não pertence a si mesmo, mas a Jesus, por ser comprado com preço de sangue.
Para que Satanás não tenha direito sobre você é necessário confessar Cristo como Senhor e Salvador! Todavia, ainda assim, cada pessoa não terá direito sobre si mesma, pois, tudo que é herança da salvação, devemos a Jesus que pagou um alto preço para que a situação da humanidade fosse modificada.
Enquanto o homem vive no pecado, seja pela ignorância ou por desmazelo, coloca-se debaixo da tutela do Diabo e, portanto, vítima de suas atitudes de maldade. Somente por meio da confissão de seus pecados e quando aceita o senhorio de Cristo sua sentença é mudada – de escravo passa a ser livre.
O direito é conferido a alguém mediante uma lei, na qual estabelece-se o deferimento do processo, o qual é firmado e reconhecido (Cl 2:13-15). Deus, o Juiz maior, reconheceu o pagamento, ou seja, o sangue de Seu Filho. Isso nos atribui o direito de sermos chamados de filhos de Deus, nós que recebemos a Jesus.
Deus já conferiu direito a cada pessoa por intermédio de Cristo, agora necessário é que cada pessoa atribua a Cristo total direito sobre seu viver, para que Satanás seja humilhado e perca todo o legado sobre a alma do homem, o que possibilitará a libertação dos domínios das trevas!