28 de jul de 2009

Escrava do Marido

 
Dois novos convertidos ao evangelho, cheios de fé e de entusiasmo, estavam dispostos a orar por todos os enfermos, crentes que o Senhor traria a cura aos necessitados. Eles mesmos tinham sido curados em uma das reuniões de sua igreja, e essa experiência os movia a falar de cura e milagres aos doentes que encontravam.

Certa vez ao comparecerem a um retiro, ali procuravam alguém para orar. Observaram chegar um automóvel, e de dentro desse veiculo um homem forte tirou uma cadeira de rodas e assentou uma mulher que deveria ser sua esposa. Correram até o local e logo perguntaram se a mulher queria que orassem para que fosse curada.

O episódio marcou a história de fé dos dois, pois a senhora, interrogada se queria oração para cura, respondeu que não desejava a cura. Disse ela: “servi quase como escrava ao meu marido esses trinta anos e agora é o tempo de ele me servir, pois é ele quem cozinha, lava, passa, põe comida em minha boca, me dá banho. Gosto dessa vida, portanto nem pense em impor as mãos sobre mim!”.

Muito embora haja vários textos que vitalizem o interesse de Deus em curar, como o escrito na terceira epístola de João que relata que é desejo do Senhor que oremos para que todos tenham boa saúde. Ainda assim é necessário que cada pessoa queira receber a cura.

Quando Jesus certa vez divulgou aos discípulos acerca da liberdade, ao afirmar que o conhecimento da verdade liberta o homem. Torna-se possível entender que muitos são presos em suas próprias mentes, e isso quanto ao modo de pensar, pois que estando escravos e sofrendo, mesmo assim conseguem ver a si mesmos como pessoas livres.

Que a verdade de Deus chegue com poder à mente dos que estão cativos. Que nós, que somos portadores dessa verdade, trabalhemos para incutir novos conceitos na atual cultura, na qual se compreende o sofrimento como algo aceitável!

Extraído e adaptado do Livro “Aprenda a viver como filho do Rei” do autor Harold Hill.