4 de nov de 2012

OUVINDO VOZES






Vivemos em um mundo e nos permitimos dele participar quando ao darmos ouvidos às vozes que nos rodeiam, pela consecução e harmonia dos fatos e do modelo qual decidimos como primordial em nossa vida . Há várias vozes que estão em nossa volta e que de alguma forma acaba por nos influenciar, e isto sem atribuir se para o bem ou para o mal, já que somos seres sujeitos à influência do mundo que nos cerca.
Somos responsáveis por nossas decisões quanto ao que nos alimentamos, pois que o que colocamos em nossa boca será levado ao estômago e de lá digerido e conduzido pelo sangue para o fortalecimento do corpo. Dessa mesma forma somos responsáveis por aquilo que ouvimos, pois as palavras adentrarão nossos ouvidos e propiciarão nosso comportamento e nortearão nossa conduta.
O estilo de conduta ao qual nos rendemos é decorrente da influência da voz que ouvimos e da qual nos alimentamos, pois cada argumentação vem a nós permeada de valores, ainda que implícitos. Assim como o que entra por nossa boca nos nutre, o que entra em nossos ouvidos também. Daí a importância de saber como e do que se nutrir, já que nossos ouvidos “degustarão” as palavras que adentrarão nosso coração.
Hoje, uma parte grande da população está se nutrindo da mídia quer televisiva ou escrita que ditam valores para formar um modelo de sociedade moldado e ajustado ao padrão aceito como adequado para a sociedade.
O apóstolo Paulo, em sua segunda epístola aos Coríntios, propõe aos cristãos que “as más conversações corrompem os bons costumes”. Com isso, Paulo estabelece o cuidado que o cristão tem em escolher com muita atenção do que irá se alimentar.
Muitas de nossas tomadas de posição são com base na nossa emoção, por se ouvir nossos sentimentos, ou como afirmam alguns por se seguir o coração. Em contraste a essa opinião está a passagem bíblica do livro do profeta Jeremias, que no capítulo 17 e versículo 9 escreve:Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”.Percebe-se que muitos dos erros do homem são cometidos por sujeição às emoções que o afetam.
Outra voz que é muito ouvida e obedecida é a do senso de conhecimento, pois há quem se orgulhe do que possui de informações e não aceita nenhuma controvérsia e, dessa forma, passa por momentos de apuros. Todo orgulhoso pensa que sabe mais do que os outros e por isso não se submete a ninguém, atraindo sobre si dores e apertos.
Há quem proponha ouvir a própria consciência para se dirigir e alcançar seus alvos, mas a consciência pode sofrer transtornos e ser manipulada pelos valores dos quais se convive. Para explicar esse ponto abordo alguns provérbios populares t ais como: “pecado é roubar e não poder carregar”, “ladrão que rouba ladrão merece cem anos de perdão”, “achado não é roubado”, “o mundo é dos espertos”. A opinião formada pela consciência é fruto de influenciação do modelo considerado normal ou comum entre os que protagonizaram sua infância e adolescência. Quanto maior for o grau de imoralidade, volúpia, lascívia e corrupção da comunidade, oikos,família em qual o indivíduo fosse educado, essa condição de consciência ficaria sujeita aos padrões de aceitação.
Por ultimo relato os que desejam se alimentar, ouvir da Palavra de Deus e por ela se deixar dirigir com lemos em Hebreus 5:13 – “Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino”. Nesse texto o apóstolo Paulo atribui a Palavra do Senhor como alimento indispensável.
A voz que você ouve é aquela que vai te dirigir. Em nossa vida somos responsáveis por nossas tomadas de decisão e, portanto cabe a cada um assumir seus atos. O Senhor Jesus está sempre convidando o homem a ouvir de seu conhecimento, pois Ele tem toda a informação necessária para o homem viver bem!
Faz-se necessário entender que existem vozes demoníacas e que há aqueles que as ouvem, mas isso deixo para comentar em ma outra hora.
Quero enfatizar é que para tomarmos uma decisão, usamos de uma plataforma, que é basear em uma opinião alheia, e que muitas vezes influenciados por outras pessoas das quais quase nada sabe a nosso respeito.
 





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